Uma boa gameplay não começa necessariamente pensando em quais mecânicas seriam legais colocar no jogo.
Mas ela pode começar com uma pergunta muito mais simples: o que o jogador precisa alcançar e o que vai impedi-lo?
E, a partir dessas duas respostas, podemos construir mecânicas que tenham propósito e façam sentido dentro da experiência.
Comece pelo objetivo do jogador

Primeiro, precisamos definir claramente o que queremos que o jogador faça durante a experiência.
Por exemplo: explorar, sobreviver, derrotar inimigos, chegar a determinado lugar ou proteger alguma coisa são exemplos de objetivos.
E esse objetivo funciona como uma direção para todo o restante do design da gameplay.
Crie uma limitação para esse objetivo

Um objetivo sem dificuldade pode rapidamente perder o interesse, por isso precisamos estabelecer o que impede o jogador de alcançá-lo facilmente.
E pode ser falta de recursos, inimigos, tempo, espaço, obstáculos ou até mesmo alguma habilidade que ainda não possui.
Pois a limitação cria o problema que o jogador precisa resolver para alcançar aquilo que deseja.
As mecânicas devem resolver esse problema

É nesse ponto que as mecânicas começam a surgir de maneira muito mais natural e coerente.
Pois, se o jogador precisa atravessar uma área perigosa, podemos criar mecânicas que permitam enfrentar ou contornar esse perigo.
E assim, cada sistema possui uma função clara dentro da gameplay, em vez de existir apenas porque parece interessante.
Gameplay coerente

Quando objetivo, limitação e mecânicas estão conectados, as decisões do jogador passam a ter significado.
E ele entende o problema, utiliza as ferramentas disponíveis e sente que suas ações realmente influenciam o resultado.
E isso cria uma experiência mais divertida, porque a complexidade nasce de problemas interessantes e não de mecânicas aleatórias.
Game Design não precisa começar com uma lista enorme de mecânicas que queremos colocar no jogo.

Mas comece pensando no objetivo, depois na limitação e, finalmente, nas mecânicas necessárias para criar esse desafio.
E, quando esses elementos trabalham juntos, conseguimos criar jogos menores, mais coerentes e muito mais divertidos de jogar.
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