Criar um Metroidvania de verdade vai muito além de fazer fases bonitas e inimigos interessantes.
Pois um dos pontos centrais de um Metroidvania é explorar um mundo rico e imersivo.
E o que realmente sustenta essa experiência é um mapa interconectado que faça sentido e incentive a exploração, mas como criar algo assim?
O planejamento é a base

O primeiro erro é já começar a criar os níveis sem nenhum planejamento, simplesmente distribuindo os elementos como bem entender.
Pois um mapa agradável começa com uma base bem estruturada, separando a lógica do mundo da sua representação visual.
E você pode fazer isso até desenhando em um papel mesmo; vá montando o seu level, pensando no caminho do jogador na gameplay.
E posicionando cada perigo, cada inimigo, no ponto certo para extrair do jogador o melhor que ele pode oferecer, desafiando na medida certa.
Um quebra-cabeças

A melhor estratégia é não pensar no mapa inteiro do jogo de uma vez; isso já fadiga só de imaginar.
E sim, quebre todo o mapa em regiões distintas, sejam 3, 4 ou 5 regiões, e escolha um bioma único para cada região.
Agora, para cada região, quebre-a em pequenas fases, por exemplo, de 15 a 50 salas únicas, como um quebra-cabeça.
E aí, sim, vá em cada sala e imagine como ela será, que inimigos terá, como vai se conectar com as salas anterior e seguinte, etc.
Centralize a Construção do Mundo

E essa dica agora é mais na parte do código e na lógica estrutural do projeto.
Trabalhe, sim, com cenas separadas dentro da sua engine, mas tenha um mapa do mundo geral com cada sala e bioma claro e visível.
Organizar todas as conexões do jogo em um único lugar muda completamente o fluxo de desenvolvimento.
Pois, em vez de configurar sala por sala manualmente, você passa a ter uma visão global do mapa.
E consegue ajustar tudo com muito mais controle, reduzindo erros e acelerando testes.
Torne o Processo Simples

Se montar o mapa do seu jogo é complicado, o problema provavelmente está nas ferramentas e não no design.
Por isso, crie sistemas visuais que mostrem limites, direções e conexões das salas do seu jogo, tornando o processo muito mais intuitivo.
Por incrível que pareça, ter um mapa do seu jogo não é útil somente para os jogadores.
Mas facilita a vida do desenvolvedor na hora de entender como está ficando o fluxo de experiência do jogador dentro do mundo.

No fim, criar um bom mapa de Metroidvania não é sobre complexidade, mas sobre clareza e estrutura.
Onde separar em pequenos blocos facilita o processo e são decisões que elevam qualquer projeto indie.
Quando as salas conversam harmoniosamente entre si, a experiência do jogador se torna naturalmente mais interessante e divertida.
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