Jogos de mundo aberto já foram sinônimo de liberdade, descoberta e imersão.
Mas hoje, muitos jogadores sentem cansaço, repetição e falta de diversão ao explorar jogos de mundo aberto.
E para os devs indies, entender esse fenômeno pode ser a chave para criar experiências memoráveis.
Apenas tamanho não é qualidade

Um erro comum é acreditar que um mundo grande automaticamente significa um mundo melhor.
E jogos como Assassin’s Creed Shadows e Skull and Bones ostentam mapas gigantescos.
Mas são criticados por estarem vazios e por repetirem fórmulas que já estão ultrapassadas.
E a lição que fica para nós é: Construa mundos menores, mas densos e cheios de eventos interessantes.
Muitas vezes, um único vilarejo com vida, eventos únicos e personagens cativantes vale mais que 100 km² de floresta sem propósito.
E mapas excessivamente grandes são ainda mais difíceis de preencher com conteúdo de qualidade.
Profundidade não está em checklists

Transformar o jogo em uma lista de tarefas (torres, acampamentos, interrogações no mapa) reduz a sensação de descoberta.
E o jogador deixa de explorar por curiosidade e passa a jogar por inércia, pois ele já sabe o que vai encontrar pela frente.
Por isso, dê ao jogador motivos emocionais e narrativos para explorar.

E faça com que cada canto do mundo tenha uma pequena história e não uma recompensa genérica de XP.
Mundo Aberto é Experiência, Não Interface

Jogos como Red Dead Redemption 2 e The Witcher 3 cativam porque o mundo parece vivo.
E com personagens que têm rotinas próprias, eventos inesperados e narrativas emergentes.
E a dica é focar em simular a vida, não em preencher espaço, crie rotinas e objetivos únicos para o mundo que será criado.
Por exemplo, um pescador na margem do rio que não faz parte de nenhuma missão, mas existe ali.
Pode causar mais impacto do que 10 NPCs marcados no mapa com missões repetitivas.
Explore a curiosidade, não a barra de progresso

Jogos memoráveis não forçam o jogador a completar 100% de tudo, e muitas coisas nem são marcadas no mapa.
Pois, eles permitem que o jogador viva o mundo e a urgência, o ritmo vem do jogador, não da interface ou das metas.
Por isso, permita que o jogador se perca e descubra coisas inesperadas, nunca imaginadas.
Remova os marcadores óbvios, confie no design visual, na ambientação e nos sons para guiar a exploração.
Jogos de mundo aberto estão em crise não por serem mundo aberto, mas por esquecerem do básico.
O jogo é para ser descoberto, explorado, e o jogador quer ser surpreendido, não cumprir listas na HUD.

E, como desenvolvedor indie, você tem a vantagem de poder inovar e fugir dessa fórmula industrial.
Quer aprender a criar seu primeiro jogo em poucos dias, mesmo sem nunca ter programado antes?
O curso Start Gamedev foi feito para você!
Seja o primeiro a comentar.