Um jogo divertido não precisa necessariamente de dezenas de mecânicas diferentes.
Pois o mais importante é descobrir qual é a atividade que realmente torna seu jogo divertido.
E, a partir dela, podemos construir outras mecânicas que reforcem essa experiência.
O núcleo central é o coração do jogo

O núcleo central representa a principal atividade que o jogador realiza repetidamente durante a experiência.
Em Ball Pit, por exemplo, derrotar hordas enquanto protege sua base é o grande objetivo.

Mover-se, arremessar bolas, coletar recursos e evoluir existem para tornar esse ciclo mais divertido, por exemplo.
Núcleos secundários devem reforçar o principal

Um núcleo secundário adiciona novas atividades sem competir com aquilo que torna o jogo divertido.
Farmar recursos e construir a base em Ball Pit, por exemplo, criam objetivos secundários que fortalecem o combate principal.
E essas mecânicas funcionam melhor quando fazem o jogador querer voltar ao núcleo principal.
Mais mecânicas não significam mais diversão

Um erro comum é adicionar sistemas aleatórios sempre que o jogo parece estar ficando pouco divertido.
E o desenvolvedor coloca crafting, pesca, mineração ou dezenas de outras mecânicas, esperando resolver o problema.
Mas quantidade não corrige um núcleo central que simplesmente não é divertido.
Toda mecânica precisa ter um propósito

Antes de adicionar uma mecânica, pergunte qual contribuição ela realmente oferece à experiência principal.
Ela aumenta as decisões do jogador, cria novas estratégias ou torna o núcleo central mais interessante?
E, se a resposta for não, talvez essa mecânica esteja apenas aumentando o tamanho do jogo.

Um bom jogo não é necessariamente aquele que possui mais sistemas, mas aquele que possui sistemas que conversam entre si.
Por isso, descubra primeiro onde está a diversão e construa as outras mecânicas para potencializar essa experiência.
E assim, seu jogo deixa de parecer uma coleção de ideias e começa a funcionar como uma experiência realmente coesa.
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