Essa pode parecer, à primeira vista, uma pergunta engraçada de um desenvolvedor iniciante.
Mas ela levanta uma discussão extremamente interessante sobre lógica de programação.
E nesse artigo vamos entender todas as implicações em criar um jogo hipoteticamente apenas usando ifs na programação.
O pesadelo anunciado

O IF é uma das estruturas mais simples, porém, uma das mais importantes na programação.
Pois praticamente toda lógica de jogo envolve decisões: “se o jogador tomou dano”, “se o inimigo viu o player”, “se a porta está aberta”, etc.
Então sim, um jogo pode funcionar usando apenas IFs… especialmente projetos pequenos e simples.
Mas a pergunta real é: O que isso poderia acarretar? E é aqui que fica interessante.
Código Bola de Neve!

O grande problema aparece quando o jogo cresce; é aqui que o trabalho se torna quase impossível de se manter.
Pois, imagine dezenas de sistemas, inimigos, menus, habilidades, itens, diálogos.
E mecânicas funcionando apenas com cadeias gigantescas de IFs dentro do código.
Ou seja, rapidamente o projeto vira uma “teia de aranha” difícil de entender, manter, corrigir e expandir.
Organização e performance

Ter muitos IFs não significa automaticamente baixa performance.
Mas o uso exagerado e mal organizado pode gerar verificações desnecessárias e repetitivas.
E sendo executadas constantemente, especialmente dentro dos Updates.
Além disso, o maior problema normalmente nem é desempenho… é a dificuldade absurda de dar manutenção no projeto depois.
Outras técnicas de programação

A programação evoluiu justamente para evitar esse tipo de problema.
Sistemas como máquinas de estado, eventos, interfaces, herança, composição, por exemplo.
E polimorfismo ajuda a reduzir IFs desnecessários e deixar o código mais limpo e escalável.
E essas técnicas tornam o desenvolvimento muito mais organizado, especialmente em jogos maiores.
IFs usados da forma certa

O IF nunca deixará de existir, sendo fácil de entender seu funcionamento logo de cara por iniciantes.
E ele é uma das bases da programação e continuará sendo utilizado em praticamente qualquer jogo.
Mas a diferença é que programadores experientes aprendem quando usar IF, quando evitar e como estruturar melhor a lógica do projeto.
Criar um jogo apenas com IFs é possível, mas um único bug seria quase impossível de se identificar.
E sendo uma prática extremamente perigosa conforme o projeto cresce.

Essa dúvida engraçada, na verdade, ensina uma lição importante sobre arquitetura e organização de código.
Quanto maior o jogo, mais importante se torna aprender técnicas que deixam a programação limpa, reutilizável e fácil de expandir.
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